Mudança!

Oi, gente!

Pois é! Lembram que, na semana passada, eu falei que vocês iam tomar um susto, se soubessem de onde eu estava falando? Vai ser agora!

Estão sentados?

Estou no meu apartamento novo!

É isso mesmo: eu não falei no post anterior porque ainda não era definitivo, mas eis-me aqui, permanentemente, agora, curtindo o meu teto novo, a vizinhança nova, a casa nova… Ainda está faltando muita coisa: cama, geladeira, máquina de lavar, televisão, etc. Já trouxe muitas das minhas tralhas, incluindo o computador em que ora escrevo. Pra dormir, um colchonete que meu avô me emprestou. Mas eu não via a hora de vir pra cá!

É uma chance de começar uma vida nova! Tem muitas coisas EM MIM a serem mudadas, ainda!

Mas, de qualquer forma, está muito estranho! Tem horas que eu me pego olhando pras paredes, pra cozinha, e fico com uma sensação de que isso é tão irreal, é uma coisa do tipo “uau, tô morando sozinho, num apartamento que é meu mesmo!”… só que tenho essa sensação a cada cinco minutos! Tá muito gozado!

Aliás, eu estava ouvindo o jogo Palmeiras 1 x 1 Botafogo, agora há pouco, e o locutor anunciou um gol no estádio Bruno José Daniel, em Santo André, e me veio um negócio do tipo “puxa, isso não é mais meu…”. Sim, eu morava em São Bernardo, mas Santo André era perto, volta-e-meia, eu estava lá! Agora, ficou longe…

Vou sentir saudades… Aliás, eu evitei me despedir das pessoas, lá em São Bernardo, evitei passar em lugares que foram especiais pra mim… Se bem que não teve jeito: quinta de noite, tive que passar no Rudge Ramos – justo no Rudge! – e quase que fui às lágrimas! Nessa última semana por lá, aliás, o que não faltou foi lembrança, nostalgia, melancolia…

Sim, eu sei: não é tão longe assim, dá pra ir – estou morando em São Paulo, antes de que me esqueça! Mas eu preciso estar emocionalmente firme, antes de pisar em São Bernardo do Campo, de novo! Preciso me acostumar ao novo lugar, à nova rotina, às novas coisas, aos novos hábitos.

Preciso sentir que aqui é a minha casa, agora! Porque, quando penso naquela música “Casa (O Eterno Retorno)”, do Lulu Santos, ainda penso no Rudge…

Por falar nisso, outra coisa que está atrapalhando é que estou só eu aqui! É, vim morar sozinho, mesmo! E, não, não trouxe nenhum dos gatos! Não tem mais ninguém, aqui…

Um amigo me disse que, agora que tenho casa própria, vão chover candidatas!

A ver!

Ikki

Por falar em gatos, eu quase não consegui fazer a mudança hoje. Um dos nossos gatos mais velhos, o Ikki (é assim mesmo, homenagem da minha irmã ao Cavaleiro de Fênix) estava mal, bem doentinho, e, por causa da idade, parecia que ele ia gastar uma das vidas… Mas, felizmente, ele está bem!

Aliás, só como uma forma de despedida do meu ex-quarto em São Bernardo, eu tenho uma história engraçada, lá, envolvendo justamente o Ikki!

Ele era um gato de rua que minha irmã adotou – na verdade, ele chegou muito doente, machucado, já adulto (daí não sabermos quantas vidas ele já gastou), e a Daniela cuidou dele, passou remédio em todas as feridas, e tal, mas ele não tinha muita liberdade lá porque a gente não estava curtindo muito a ideia de um gato de rua por lá, e também porque a nossa cachorrinha, a falecida Iara, sempre o punha para correr! Bem, isso foi até o meu pai, um dia, começar a brincar com o Ikki, o que bastou para que a Iara nunca mais perseguisse o gato! É, ela entendeu na hora…

Pois bem: um dia, quando o Ikki ainda não era “da casa” (mas fazia um esforço danado para ser!) e eu ainda dormia com a porta do quarto aberta, eu estava de férias ou algo assim, fiquei durmindo até tarde e acordei com uma sensação estranha…

Mas, como eu sou absurda e absolutamente lerdo para acordar, demorou para eu abrir os olhos. Eu me virei na cama, fiquei com os olhos fechados mais um tempo…

Abri os olhos e fechei em seguida. Mas, aí, o cérebro começou a funcionar, ainda que lentamente, e me veio um “peraí!”.

Abri os olhos de novo. Fechei. Só que eu percebi que tinha duas coisinhas verdes voltadas para mim. Com muito esforço, abri os olhos…

Lá estavam as duas coisinhas brancas voltadas pra mim. E, vagarosamente, os olhos foram se acostumando à pouca claridade, e o cérebro foi decodificando a cena…

Era o Ikki, sentado no chão do meu quarto e olhando pra mim! Mas eu fiquei com tanta raiva, mas com tanta raiva, que eu, de pijama e tudo, dei uma corrida nele até rua!

De qualquer forma, isso tudo já faz mais de 10 anos, e ele já é parte da família, com direito a apelido: “gato cacau”. Não pela cor, porque ele é preto (se bem que já tem bastantes pelos brancos), mas porque, quando ele mia, parece que está falando “cacau”!

Bom, por hoje, é isso! Agora, vou fazer minha primeira janta aqui na casa nova, lavar a louça pela primeira vez… E, sim, eu já tomei o primeiro banho, no meu chuveiro novinho em folha!

Afinal, hoje é sábado! XD

FUI!

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